quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Publicado no tudorondonia.com em 06/11/2008

A CASSAÇÃO DE IVO CASSOL: UMA ESPERANÇA PARA EDUCAÇÃO!

*Prof. Diogo Tobias Filho

“A verdade é uma tocha, mas uma tocha formidável: é por isso que todos procuramos passar diante dela piscando os olhos e com medo de nos queimarmos!” (JOHANN WOLFGANG VON GOETHE)

No ambiente das escolas, a sensação que tenho é que professores e funcionários de apoio respiram aliviados como se vislumbrassem uma ínfima luz de esperança por dias melhores na educação rondoniense. Para todos, simplesmente Ivo Cassol já vai tarde.
Nenhum governador os humilhou tanto, com palavras ferinas, esmolas travestidas de aumento salarial, medidas traiçoeiras contra professores aprovadas pela Assembléia Legislativa na calada da noite, salários vis, perseguições aos que pensam diferente ou contestam as atitudes dos seus capitães-do-mato, estes sim, sobrevalorizados com aumentos generosos, indicados aos cargos por aliados políticos, carregando como mérito, a fidelidade em trabalhar como cabos eleitorais para que a turma de roceiros de Rolim de Moura se perpetue no poder.
Enfim, a Justiça tarda, mas não falha. A compra de votos na eleição talvez tenha sido o menor dos males. Há fatos piores como os processos e escândalos que mancham o governo, sempre visitado pela Polícia Federal. E, ao invés da transparência ante às autoridades, Ivo Cassol e seus asseclas respondem com arrogância, ataques pessoais e tentativas de desmoralizar moralmente quem se atreve a se tornar uma pedra em seu caminho, como recentes, o Procurador Reginaldo Trindade e a ex-ministra Marina Silva. Humilhou policiais cujas mulheres lutavam por melhores salários que dignificassem o risco à vida, enfrentou os religiosos, ONGs, tentou mascarar o campo de concentração que é o Urso Branco, etc.
Em relação aos educadores, refiro-me especialmente àqueles que estão trabalhando em salas de aulas superlotadas, sem condições favoráveis, sem reconhecimento justo da sociedade, Cassol se impôs como um grande flagelo. Aos funcionários de apoio, sequer sente a comiseração de ganhar pouco mais de um salário mínimo, parte dele já comprometida com empréstimos em folha, sobretudo porque o poder aquisitivo não supre mais as despesas domésticas. Para estes trabalhadores, a destituição desse político energúmeno faz nascer uma luz tênue de esperança, mesmo que as brechas das leis venham a apagá-la.
O anseio dos professores será por dias melhores, que o próximo governante não os valorize somente em cima de palanques eleitorais, afinal de contas malgrado às adversidades impostas à classe, a maioria dos professores conscientes nunca deixa “a peteca cair”. Isto está claro quando duas professoras da rede pública de Vilhena e Presidente Médici chegaram à final do Concurso Professor Nota 10 da Editora Abril, ressalvando-se que a professora Andréia Silva Brito de Médici trouxe o título para Rondônia.
A professora Andréia talvez ganhe menos do que uma hospedagem semanal de um educador no Hotel Rondon naquelas dezenas de “cursos de formação” que ligam o nada a lugar nenhum e servem para dilapidar os recursos da Seduc que poderiam melhorar e muito se fosse investido nas escolas.
Quanto ao Ivo Cassol, se depender dos educadores que realmente trabalham, a mensagem é: “até logo, nunca mais!

*O autor é professor de filosofia em Ji-Paraná – E-mail: digtobfilho@hotmail.com

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