quinta-feira, 23 de junho de 2011

A EXPLORAÇÃO DOS BANCOS

O governo perdeu por completo o controle sobre os bancos. Na mídia escrita e televisiva me deparo com a divulgação de balanços semestrais que nos informam os bilhões de reais dos lucros auferidos nestas instituições em razão dos juros exorbitantes cobrados sobre empréstimos pessoais, de dezenas de tarifas e taxas de prestação de serviços pagas pelo cliente. Até os bancos estatais consomem vorazmente da conta até o último mísero centavo dos próprios patrões (o povo brasileiro em tese) correntistas.

Veja o caso do Banco do Brasil, “patrimônio do povo”, só para citar como exemplo: depois de um pequeno número de saques nos terminais eletrônicos, esse Banco cobra para cada retirada de dinheiro, independente do valor da quantia, tarifas altas caso o cidadão não possa ou não queira comprar o pacote de serviços mensal. No saque do cartão de crédito a tarifa ainda é maior. Pode até ser legal, porém é abusiva demais. Quem já viu a pessoa física, principalmente o simples trabalhador, ter a obrigação de pagar essa taxa para retirar o próprio dinheiro? Já não bastam os lucros gigantescos?

Parece-me até que a visão do Banco sobre o pequeno correntista é de que a Instituição está fazendo enorme favor em dispor a agência para depósito do seu parco dinheirinho. E cada tarifa-saque cobrada é um pouco de comida a menos que o trabalhador deixa de por na mesa em casa, ou então, fica sem o pão para tomar café cedinho, antes de ir à labuta.

O mais grave é que ninguém faz absolutamente nada contra esta imoralidade. Nenhum representante do povo no Congresso Nacional se manifesta. Algumas pessoas ainda reclamam que não sabem o que está sendo descontado, pois o extrato é igual ao livro universitário de matemática, só tem números e códigos ininteligíveis para o cidadão humilde. Outros reclamam que o serviço é péssimo, lento, burocrático com filas que andam tão rápidas como o carro de Barrichello na fórmula um. Em relação às falhas, a culpa não é mais do gerente nem dos funcionários e sim, do tal de “sistema”. Desconto indevido? Culpa do “sistema”! Empréstimo não saiu? Culpa do “sistema”! Cheque especial não renovou? O “sistema” está exigindo recadastramento! O caixa eletrônico não funciona? O “sistema” está fora do ar. Ninguém merece!

Na conta-corrente de pobre, geralmente ficam dezoito reais. Dois dias depois só tem R$ 17,20; dez dias se passam e aparece R$ 11,00 e assim se sucede, pelo menos é a reclamação que mais escuto quando fico na fila dos caixas-eletrônicos. Sugiro ao povo brasileiro que - em tese - é o proprietário do Banco do Brasil, a venda para a iniciativa privada de todas as ações. Vamos investir o dinheiro na melhoria dos hospitais públicos, na informatização das escolas de cidades com maiores índices de pobreza, no saneamento básico, etc.

Afinal de contas eu sempre me pergunto, que serventia tem o país com bancos? Se depender de mim, pode vender tudo. Entretanto, advirto: não entregue o dinheiro arrecadado nas mãos de prefeitos ou de alguns governadores porque a grana vai sumir. E aí, a culpa não será do tal “sistema”.

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